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Justiça

Quatro pessoas são denunciadas em caso da cobra naja

Mãe, padrasto e até amigo de estudante responderá pela venda e criação de animais sem licença

05 setembro 2020 - 09h38Por Jennifer Vargas*

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o estudante de veterinária Pedro Henrique Kambreck Lehmkul, picado por uma cobra naja, em julho. Além dele, outras três pessoas também foram implicadas no processo; a mãe, Rose Meire dos Santos Lehmkuhl, o padrasto, Clóvis Eduardo Condi, e o amigo de faculdade, Gabriel Ribeiro de Moura.

O grupo responderá por associação criminosa, na venda e criação de animais sem licença e maus-tratos contra animais. De acordo com o MP, a mãe e o padrasto eram não só coniventes com o esquema ilegal, como também participavam no cuidado e reprodução das cobras exóticas. 

Já o amigo foi denunciado pela tentativa frustrada de descartar o animal em uma caixa, na região de um shopping, depois de ser tranquilizado por Clóvis, que é tenente-coronel da Polícia Militar e teria garantindo que ele não sofreria qualquer punição. O animal foi resgatado horas depois pela Polícia Militar Ambiental.

A Operação Snake descobriu que o estudante de veterinária era o líder de um esquema de tráfico de serpentes, das mais diversas espécies, nativas e exóticas. Ele chegou a ser preso após sair do hospital, juntamente com Gabril, mas ambos forão liberados dias depois.

Segundo o promotor Paulo José Leite Farias, apesar de a pena para este tipo de caso não ser alta - podendo chegar a um ano de prisão, os acusados podem ser implicados pelo volume de animais, cerca de 23, que mantinham em situação irregular.

Outros estudantes também são investigados, juntamente com uma professora, após publicações e vídeos serem divulgados nas redes sociais, no entanto eles ainda não foram denunciados.

*Com informações da Agência Brasil